Nota técnica · 2 min
Copiloto médico com guardrails: o que a IA faz e o que ela não decide
Cinco momentos da consulta em que a IA reduz carga cognitiva, e seis regras que mantêm a decisão com o médico.
O Copiloto Médico do Lifecode existe para reduzir carga cognitiva e aumentar confiabilidade, não para substituir julgamento clínico. A IA produz rascunhos, sínteses, hipóteses, lacunas e sugestões. Diagnóstico, prescrição e plano permanecem sob validação humana.
| Momento | O que o copiloto faz |
|---|---|
| Pré-consulta | Resumo longitudinal, mudanças desde a última consulta, pendências, alertas e objetivos do paciente |
| Durante | Estrutura da evolução, hipóteses, diferenciais, checagem da linha de cuidado, segurança medicamentosa |
| Plano | Sugestão de ações com racional e evidência, periodicidade, encaminhamentos, metas |
| Pós-consulta | Gera tarefas, atualiza o plano, orienta follow-up e comunicação |
| Entre consultas | Sinaliza deterioração, exame alterado, ausência de monitorização ou falha de execução |
Os guardrails
- Fonte e data de cada dado usado ficam visíveis.
- Cada sugestão indica as referências da literatura médica ou do protocolo em que se baseia.
- Dado, inferência e recomendação são apresentados separadamente.
- A evidência que sustenta a sugestão é rastreável.
- A interface alerta contra automação acrítica.
- Condutas exigem validação médica. Sempre.
Por que registrar a sugestão antes da edição
Cada vez que o médico aceita, edita ou rejeita uma sugestão, o Lifecode registra a sugestão original, a decisão humana e a justificativa. Isso serve à auditoria, à segurança do paciente e à melhoria contínua das regras e dos modelos. É também o que permite avaliar erro, taxa de override, desvio ao longo do tempo e utilidade real, e não apenas acurácia.